terça-feira, 27 de abril de 2010

PASSADO E/OU PRESENTE?

     O passado pertence ao passado. É fácil dizer. Mas e quando seu passado insiste em fazer parte do seu presente como um déjà vu... Como dizer não?
     --Não, jeans, não é você, o problema é comigo. Eu mudei, nós não somos mais compatíveis.
     --É, mas eu já te conheço, não? Ah, sim... Daquelas aulas de matemática... Cai fora!
     --Larga do meu pé! Já disse que não quero nada com você, falsidade!
     O pior mesmo é criar coragem e dar um fora...
     --É tão bonitinho! Eu posso usar um dia...
     --Ai, mas eu preciso me esforçar...
     --Também não vou ser mal educada, né?
     Por que é tão difícil se livrar do passado? Será que isso é mesmo necessário? Ok, viver do passado e viver o presente é o mesmo que dois corpos utilizarem o mesmo espaço ao mesmo tempo. Mas talvez não seja preciso empacotá-lo e jogar fora.
     Talvez se eu deixar um pouco dele na prateleira, outro tanto no armário, debaixo da cama...

ai nãaaaaaaaaaao!!!! Chega de inércia!!!

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

NO ACONCHEGO DO LAR

     Quero um lar. Não um lugar qualquer. Mas um que seja aconchegante e ventilado, iluminado, alegre, nem grande nem pequeno, na medida. Não quero um quartinho, flat, aluguel. Quero um lar.
     Um lugar pra cantar no banho, dançar como bem entender, chorar entre travesseiros, rir sozinha, ser feliz. Um lugar feito sob medida. Um lugar feito pra mim.
     Talvez do outro lado do mundo. Talvez logo ali na vizinhança... Talvez...
     Quem sabe, se não houver preço... Quem sabe, se for uma troca equivalente... Talvez eu fique com vários. Quem sabe faço moradia num dos apartamentos mais altos, entre os membros superiores de um edifício com alma?

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domingo, 11 de abril de 2010

A IMENSIDÃO NO MEU SER


     No futuro viverei simplesmente para olhar o céu. Verei somente as coisas mais belas. A imensidão há de ceder inspiração para o inimaginável.
     Hei de guardar momentos em imagens e uns poucos na memória. Os amigos verdadeiros, encontrarei mais do que eles esperam, infelizmente menos do que eu gostaria. Contemplarei a torre Eiffel, o Big Ben, as pirâmides, o mar e outras tantas imponências esperando que esse momento nunca termine. E, quando ficar enjoada de tantas línguas, me cansar dos assentos de aviões trens e barcos, ao lar enfim retornarei. Onde tudo é quente e aconchegante, como um abraço de boas-vindas.
     Ali terei minha própria rotina sem disciplina. E entre begônias, cravos e bromélias encontrarei a paz.

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